quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

CREIO QUE...


CREIO QUE...



A vida é igual viagem...

Aprendizado profundo

E trazemos na bagagem

A nossa rota no mundo!


Andamos pelos caminhos

De maneiras diferentes...

Convivendo com espinhos

Que ferem a alma da gente


Ao retornar para a casa

No fim de cada missão,

Quem sabe ganhamos asa

Para voar na amplidão!...


Creio que noutro cantinho

Nos espera um novo lar...

Minha alma é passarinho!

Vive na Terra a cantar...


Gastão Ferreira/2011

EM SOLIDÃO


EM SOLIDÃO



Minha alma leve

No azul flutua...

No momento breve

Da lembrança tua.


Se a dor persiste

Ao te recordar...

O amor resiste

Em querer voltar.


Tola fantasia...

Tarde de garoa

Tanta poesia

Pela vida voa!


Na porta fechada

Do meu coração

A alma trancada

Chora em solidão!


Gastão Ferreira/2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

EXILADO


EXILADO



Quem diria que a saudade

Me virou pelo avesso...

Foi embora a mocidade

Sem deixar novo endereço.


Dos amigos que partiram

Em busca de um novo lar

Da Terra se despediram

Para nunca mais voltar!


Dos meus pais que se foram

Na invernada da vida...

Na minha alma deixaram

Essa saudade doída...


Quando chegar minha hora

Espero estar preparado...

Meu coração ri e chora

Não quer viver exilado!


Gastão Ferreira/2011

VELHO PESCADOR


VELHO PESCADOR



Rio Ribeira meu menino

Água que me viu nascer

Misturou no meu destino

Tanto Amor, tanto sofrer!


Meus cabelos hoje brancos

Beijos que o mar me deu

O meu sorriso tão franco

Onde foi que se escondeu?


Minha rede abandonada

Minha canoa no chão...

Tanta tristeza enjaulada

Dentro do meu coração!


O menino que saltava

Da margem dentro do rio

O menino que sonhava

Esse menino!... Sumiu.


Foi levado pela vida

Foi humilde pescador

Oh! Saudade tão doída

Rema... Rema... Remador!


Gastão Ferreira/2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RUGAS


RUGAS



Quantas rugas de tristezas

Contando histórias banais

São momentos de incertezas

Marcando a face dos pais

E tem o nome e o sobrenome

Dos filhos quem amam demais.


Desde o berço demonstrando

O carinho e a compreensão

As suas dores pagando

Com tamanha ingratidão

Seguem na vida levando

Os seus filhos pela mão...


Quando velhos e cansados

Os cabelos a branquear

Os seus filhos tão amados

Não os querem visitar

Do próprio lar exilados

Vão num asilo morar...


Pelas esquinas da vida

Pelo preço de sonhar

Pela saudade doída

Pela tristeza no olhar

Pelo Amor foi tingida

A alma de tantos pais!


O tempo segue sorrindo

Nas manchetes dos jornais

Enquanto os pais vão partindo

E não retornam jamais...

Os filhos também têm filhos

E as histórias são iguais!


Gastão Ferreira/2011