sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FIM DA ESTRADA...


FIM DA ESTRADA...


Somente no fim da estrada

Todo aquele que viveu

Olhando a vida passada

Sabe o quanto que perdeu!


Para todos chega o dia

De lembrar o que passou

Se foi medo ou covardia

Que tanto sonho matou!


Descobrir que a saudade

É alguém faltando na mesa

Saber que a felicidade

Não se compra com riqueza!


Olhar por sobre o passado

Recolher o que sobrou

Sem ficar envergonhado

Pelo pouco que restou!


Gastão Ferreira/2011

ALTAS HORAS...


ALTAS HORAS...


Tua lembrança desperta

Altas horas... Madrugada

Vejo na noite deserta

Tua saudade na calçada


Olhando a rua vazia

No escuro da tua casa

Onde mora a poesia

A saudade bate asa...


Voa por sobre a cidade

Espia a lua no mar...

Procura a felicidade

Em todo e qualquer lugar


Madrugada entristecida

Mil estrelas a brilhar...

A saudade adormecida

Volta de novo a sonhar!


Gastão Iguape/2011

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MINHAS ASAS...


MINHAS ASAS...


Que fim levou meu sonho

Que não chegou a nascer?

No peito chora tristonho

Numa angustia de viver!


De mim eu lembro criança

Sonhando um dia voar...

Ficou na doce lembrança

Nunca sai do lugar...


As asas jamais cresceram

Não no meu corpo mortal

As asas em mim surgiram

Na minha alma imortal...


É com elas que eu abraço

O que existe no universo

Em tudo aquilo que faço

Ponho asas no meu verso!


Gastão Ferreira/2011

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NAMORICOS NA BEIRA DO VALO...


PÉ DE ARAÇÁ...


No final da minha rua

Tem um pé de Araçá...

Onde Amor se insinua

Quando se passa por lá!


De repente no escurinho

Balança o pé de Araçá...

Tem passarinho no ninho

E não é nenhum Sabiá!


Quem comer a frutinha

Pensando que é arroz

Recebe um presentinho;

Vem nove meses depois!


Feche a porta e a janela

Não se engane, por favor!

Na barriga da donzela

Tem filho de pescador...


Gastão Ferreira/2011

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

MADRUGADA


MADRUGADA...


Eu sei que a madrugada

Antecede a luz do dia...

No silêncio das calçadas

Onde dorme a poesia...


Vem chegando a realidade

Antes do amanhecer...

Quando chora a saudade

É momento de esquecer.


Bate o sino da capela

Acordando o povaréu

Adormece uma estrela

Que me espia lá do Céu!


Vagando pela cidade

Segue um triste cantor

Procura a felicidade

Passarinho cantador!


Gastão Ferreira/2011