quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TANTO AMOR...


TANTO AMOR...



Alguns eu amo de perto

Outros eu amo evitar...

Eu nem sei se estou certo

Nesse meu modo de amar!


Tem gente que longe mora

Que eu nem posso visitar...

A saudade não tem hora

Para em meu peito chegar.


Tem amor que é vizinho

Mas mora longe de mim

Tão perto nosso caminho

Tão longe nosso jardim...


O amor é bicho esperto

Que vive a nos cutucar

Faz seu ninho no deserto

Depois se põe a chorar!


Quem ama quer a certeza

De ser amado também...

Cuidado com a correnteza

Não vá perder o seu bem!


Gastão Ferreira/2011

A PLÁSTICA...


A PLÁSTICA...



Quando ela abriu a porta...

Qual não foi minha surpresa!

Tinha a boca um tanto torta

Num sorriso de incerteza...


Quem será essa dondoca?

Eu perguntei a mim mesmo

Saiu perdendo na troca...

Só de pensar eu já tremo!


Tão fácil mudar de cara...

Difícil é mudar o centro

Tem gente que não repara

Mas a dor ficou lá dentro!


Minha amiga permanece

A mesma velha figura...

Por fora rejuvenesce

Por dentro é só amargura.


Minha plástica! Se existe

Será muito diferente...

Vou trocar a alma triste

Por uma alma contente!


Gastão Ferreira/2011

O ENIGMA DO TEMPO


ENIGMA DO TEMPO...



O presente não existe

Ele acabou de passar...

Só o futuro persiste

Nesse mar de navegar.


O passado é a memória

Que já não posso mudar

É uma parte da história

Que nunca mais vai voltar


O Tempo brinca com a gente

Esse Tempo misterioso...

Oh! Esse tempo inocente

É um Tempo perigoso...


O Tempo é pai que come

Tudo e todos que criou...

O próprio Tempo consome

Os filhos que ele gerou...


Gastão Ferreira/2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ENTARDECENTE


ENTARDECENTE



Na manhã do teu sorriso

Há uma porta semi aberta

De um futuro paraíso

Na minha vida deserta...


Meu olhar entardecente

Novamente se incendiou

Nesse amor irreverente

O meu barco naufragou!


Não quero ser prisioneiro

Do teu sorriso fatal...

No meu peito cancioneiro

A tristeza se dá mal!


Passarinho!... Mocidade

É um breve bater de asa

Não quero ver a saudade

Morando na minha casa!


Gastão Ferreira/2011

sábado, 23 de julho de 2011

MEU LAR...


MEU LAR...



A minha casa de vento

Tem terraços de luar...

Parede de pensamento

Com janelas de sonhar.


Bem-te-vi sobre o telhado

Avisa quem vai chegar...

Meu gato dorme enroscado

Na minha sala de estar...


Na porta a Felicidade

Não deixa tristeza entrar

Na minha casa a Saudade

Não perturba meu cismar!


Um beija-flor à tardinha

Vem sempre me visitar

Parece que ele adivinha

O sossego do meu Lar...


Gastão Ferreira/2011